Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Aldeias Históricas - Piódão...

20/03/2017

Aldeias Históricas - Piódão (Novo Formato)...

Piódão, a aldeia das casas de pedra sobrepostas umas nas outras e dispostas socalco a socalco ao sabor do monte, oferece, a quem a visita, a impressão de ter encontrado uma aldeia imaginária onde só é possível encontrar nos contos de fadas.

Situada numa encosta da Serra do Açor, as habitações possuem as tradicionais paredes de xisto, tecto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintada de azul. O aspecto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas, fez com que recebesse a denominação de "Aldeia Presépio".

Piódão é a freguesia portuguesa mais longínqua do concelho de Arganil, distrito de Coimbra, distando 23 quilómetros da sede do concelho.

Situa-se num vale profundo no sopé da Serra do Açor, uma ramificação da Serra da Estrela, cujo ponto mais alto – Picoto do Piódão – atinge os 1400 metros.

Esta aldeia tem 36,36 Km² de área e 178 habitantes (2011) e inclui as seguintes aldeias e quintas: Piódão, Malhada Chã, Chãs d'Égua, Tojo, Fórnea, Foz d`Égua, Barreiros, Covita, Torno, Casal Cimeiro e Casal Fundeiro.

A desertificação das zonas do interior afecta praticamente todas as povoações desta freguesia. As populações mais jovens emigraram ou deslocaram-se para as zonas litorais à procura de melhores condições de vida. Regressam às suas origens, sobretudo, durante as épocas festivas e no Verão, como forma de reviver o passado e de se reencontrarem com os seus congéneres.

Classificada como Imóvel de Interesse Público, é considerada uma das aldeias mais bonitas do país e uma das doze Aldeias Históricas de Portugal.

Recebeu nos anos 80 do século XX, o Galo de Prata, condecoração atribuída à "Aldeia Mais Típica de Portugal".

16/03/2017

Aldeias Históricas - Monsanto (Novo Formato)...


Construída em pedra granítica, Monsanto avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, designada por "Cabeço de Monsanto" (Mons Sanctus). Situada a nordeste de Idanha-a-Nova, irrompe repentinamente do vale, com as suas casas de granito e xisto aninhadas no meio de gigantescos penedos, atributos estes de rara beleza.

A sua localização, no cimo de uma elevação de um abrupto cabeço com 758 metros de altitude, foi, desde o tempo dos Lusitanos, um refúgio por excelência. Importante praça militar, os feitos históricos ligados ao castelo e à defesa da região são inúmeros.

Monsanto dista cerca de 25 quilómetros de Idanha-a-Nova, sede do concelho, possui 131,76 km² de área e 829 habitantes (2011). O acesso a esta localidade faz-se pela Estrada Nacional 239 e pela Estrada Municipal 567.

À freguesia de Monsanto pertencem os lugares de Adinjeiro, Carroqueiro, Lagar Maria Martins, Lagar d'Água, Lagar de Junho, Torre, Relva, Devesa, Carriçal, Afonso Enes, Carro Quebrado, Sidral, Monsantela, Valado, Barreiro, Eugénia, Fonte Carvalho, Amial e Pomar.

Nas últimas décadas, Monsanto ficou popularmente conhecida como "a aldeia mais portuguesa de Portugal", exibindo o Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, cuja réplica permanece até hoje no cimo da Torre de Lucano ou do Relógio, como também é conhecida.

Actualmente, pelo rigor da conservação e exotismo dos seus recantos, merece a designação de "Aldeia Histórica de Portugal".

Com as páginas de Monsanto publicam-se também as Fichas Técnicas dos percursos "BTT de Monsanto às Termas de Monfortinho" e "Escalada em Penha Garcia". 



09/03/2017

Aldeias Históricas - Marialva (Novo Formato)...

Marialva é uma das dezasseis aldeias e freguesias do concelho de Mêda. A distância entre a sede de concelho e Marialva é de cerca de sete quilómetros pela EN324. Possui uma área de 19,15 km² de área e 255 habitantes, segundo os resultados obtidos nos Censos efectuados à população no ano de 2011. Esta antiga vila apresenta actualmente uma desertificação de cinquenta por cento.

Marialva encontra-se delimitada a Norte pelas freguesias de Mêda e Longroiva, a Oeste pela freguesia de Vale Flor, a Este pela aldeia de Barreira e a Sul pelas freguesias de Carvalhal, Coriscada e Rabaçal.

A parte antiga desta povoação situa-se numa vasta eminência rochosa, a 580 metros de altitude, sobranceira aos campos da Devesa atravessados pela ribeira de Marialva.

Esta freguesia é constituída por três aglomerados: a Devesa, o Arrabalde ou Vila, e a Cidadela.

A Devesa, situada a Sul da Cidadela, mais baixa e com terras férteis, estende-se pela planície até à Ribeira de Marialva, local onde, presentemente, se congrega o maior número de habitações, algumas delas construídas com a pedra da velha cidade. Aqui se ergue a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, onde se realiza, em Agosto, a festa anual em honra desta santa. Neste aglomerado, outrora cidade de Aravor, terá existido um templo dedicado a Júpiter que, com o decorrer dos anos, se transformou em habitação senhorial e, posteriormente, em santuário cristão. Possuía duas torres e terá sido demolido nos finais do século XVIII.

O Arrabalde, também conhecido por Vila, é um conjunto habitacional fora de portas construído no sentido do antigo caminho para a Mêda, a Norte do castelo, e que apresenta uma malha urbana de traçado predominantemente medieval, onde proliferam igrejas, capelas, casas quinhentistas e senhoriais a par das habitações rurais com características típicas da casa beirã.

A Cidadela de Marialva, toda muralhada, é um local onde já ninguém habita.

A área económica desta povoação baseia-se, principalmente, na actividade agrícola, e tem como principais produtos, a batata, os cereais, o vinho e o azeite.

Aldeia da Beira Interior, Marialva foi uma das contempladas no Programa de Aldeias Históricas de Portugal formulado pelo governo português, em 1991. Desde então, tem sofrido restauros e beneficiações no seu imperdível património arquitectónico.



06/03/2017

Aldeias Históricas - Linhares da Beira (Novo Formato)...


Contando com uma área geográfica de, aproximadamente, 4 hectares e perto de 200 fogos, com 15,47 km² de área e 259 habitantes (2011), Linhares da Beira é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, na Beira Alta, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, encontrando-se a uma distância de 5 quilómetros da Estrada Nacional 17.

Esta aldeia foi erguida num majestoso penedo situado na meia-encosta da vertente nordeste da Serra da Estrela, à altitude de 180 metros. A sua localização permitia-lhe uma posição defensiva privilegiada durante as lutas travadas por Portugal durante a sua longa existência.

A paisagem montanhosa é a típica da Beira Alta, multifacetada, com solos férteis e água em abundância.

Do ponto mais alto de Linhares da Beira domina-se o vale do Rio Mondego.

Nas encostas podem observar-se alguns bosques de carvalhos, de castanheiros e de pinheiros, prados e planícies cerealíferas, bordeados de giestal.

Numerosos penedos graníticos dispersam-se nesta paisagem sobressaindo aquele em que assenta o castelo de cantaria, onde a passagem dos séculos deixou a sua marca.

Considerada como a "Capital do Parapente" desde 1993, esta aldeia histórica conta com uma escola onde ensina a prática desta modalidade desportiva e radical, abrilhantando os seus céus e trazendo às suas paragens novos visitantes, proporcionando-lhes momentos extraordinários de aventura e adrenalina.


Com as páginas de Linhares da Beira publica-se também a Ficha Técnica dos percursos "BTT pelos Percursos das Calçadas e dos Viveiros".



28/02/2017

Nas Escarpas da Mizarela...


Este fim de semana fomos até à Serra da Freita para voltar a realizar o percurso 'PR7 - Nas Escarpas da Mizarela'.

Partimos do café da Mizarela, situado nas proximidades da Cascata da Frecha da Mizarela. 

O tempo fresco ajudou bastante mas a descida para a povoação da Ribeira continua a ser penalizadora para os joelhos e tornozelos.

Devido ao facto das pedras se encontrarem molhadas dobrámos o cuidado ao descer por elas, na tentativa de evitar escorregadelas perigosas. Descer nestas condições aumenta, no entanto, o desgaste físico.
 
O caminho continua bem marcado, mas muita da vegetação e das velhíssimas árvores, foram destruídas pelos incêndios do último Verão, o que se torna deprimente. A paisagem em redor está desoladora tal a devastação provocado pelos incêndios.

Contudo a água que corre em abundância no rio Caima, à qual se juntam as águas das ribeiras de Cabaços e da Castanheira, continua a proporcionar paisagens deslumbrantes. 

Chegados à povoação da Ribeira parámos para descansar e comer algo retemperador, preparando assim a difícil subida que se avizinhava. 

Durante a subida encontrámos vários grupos de caminhantes, uns fazendo no mesmo sentido que nós, outros em sentido contrário.

Normalmente optamos por fazer o percurso no sentido dos ponteiros do relógio, começando por Cabaços, seguindo na direcção da Castanheira, descendo depois ao lugar da Ribeira para subir de frente para a Cascata da Frecha da Mizarela. Assim aproveitamos essa vista espectacular para a cascata.

Resolvemos, já quase no fim da subida, descer até às fabulosas lagoas situadas na base da cascata. A descida complicada de fazer e depois a subida não menos difícil, dada a enorme inclinação do terreno, é sempre um belo desafio.

Terminado o percurso dirigimo-nos a Arões onde, para além da bela comida, também pudemos usufruir de uma bela paisagem.

25/02/2017

Aldeias Históricas - Idanha-a-Velha (Novo Formato)...


Idanha-a-Velha é uma pequena aldeia de ambiente pitoresco, pelo notável conjunto de ruínas que conserva. Ocupa um lugar de realce no contexto das estações arqueológicas do País. Ao falarmos desta Aldeia Histórica, estão registadas as mudanças lentas e rápidas que transformam as civilizações.

Falamos de uma verdadeira “Aldeia Museu”, onde a história é contada com as descobertas ocorridas nos trabalhos de prospecção arqueológica, em que as suas lendas e narrativas estão em constante mão dada com a história.

Intencionalmente e ao longo dos séculos têm-se reorganizado todo o espaço urbano, revitalizando-o no domínio social, económico, político e cultural. Porém, no seu percurso histórico a desertificação estava traçada.

Idanha-a-Velha é uma freguesia portuguesa do concelho de Idanha-a-Nova, situada a 15 quilómetros desta, junto ao rio Ponsul, a 12 km da aldeia de Monsanto e a 31 km das Termas de Monfortinho (localidade termal que faz fronteira com Espanha), com 20,98 km² de área e 63 habitantes(2011).

Designada Monumento Nacional, impressiona pela força terrena da arquitectura antiga, medieval e até mesmo anterior. Basta referir que a entrada nas ruas empedradas e velhas da aldeia se faz atravessando uma Ponte Romana.

Hoje esta aldeia surge renovada. O seu património histórico encontra-se em bom estado de conservação e faz justiça à designação de "Aldeia Histórica de Portugal", atribuída em 1991.

Com as páginas de Idanha-a-Velha publica-se também a Ficha Técnica do percurso "BTT/Pedestrianismo na Rota da Egitânea".



21/02/2017

Aldeias Históricas - Castelo Rodrigo (Novo Formato)...


A vila de Castelo Rodrigo está situada no cimo de uma colina com uma altitude de 820 metros pertencente à Meseta Hispânica, tendo a seus pés, a norte: Figueira; a sul: as terras de Vilar Torpim; a nascente: Nave Redonda; e a poente, as freguesias de Colmeal e Freixeda do Torrão, encontrando-se ladeada pela serra da Vieira e pela serra da Marofa.

É uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no Distrito da Guarda, com 27,52 km² de área e 517 habitantes (Censos 2011).

Castelo Rodrigo exprime nas suas características naturais sinais evidentes do contexto geográfico onde se encontra inserido, mas revela, por outro lado, aspectos singulares que merecem ser destacados: no domínio do seu enquadramento geográfico, na sua rede hidrográfica, na sua constituição orográfica, no seu clima, na fauna e na flora.

Os campos de cereais e as árvores de fruto conferem à paisagem rural uma beleza dificilmente igualável, enobrecida pela imponente arquitectura religiosa, pelo seu Castelo altaneiro e a pela sua riqueza histórica, fruto da grande valentia das gentes de Castelo Rodrigo e da sua resistência perante as forças invasoras através dos tempos.

Eleita em 1994 "Aldeia Histórica de Portugal", a vila de Castelo Rodrigo é conhecida e reconhecida pelo seu rico património monumental, pela beleza das suas paisagens, pelo sabor da sua gastronomia e dos seus vinhos, e pela hospitalidade do seu povo.

Com as páginas de Castelo Rodrigo publica-se também a Ficha Técnica do percurso "BTT pelo Património da Humanidade".



16/02/2017

Aldeias Históricas - Castelo Novo (Novo Formato)...




Posicionada na meia encosta leste da Serra da Gardunha entre o Fundão e Castelo Branco, Castelo Novo é uma aldeia histórica situada a 703 metros de altitude, próxima das ribeiras de Alpreada e Gualdim, e que conta com uma população de cerca de 406 habitantes (2011).

A sede do concelho é a cidade do Fundão, da qual dista, aproximadamente, 15 km. A cerca de 35 km de distância de Castelo Novo situa-se a capital distrital, Castelo Branco.

A Sul, esta aldeia faz fronteira com a Soalheira, a Norte com Alpedrinha e Alcongosta, a Oeste com o Souto da Casa e a Leste com a Póvoa da Atalaia e Atalaia do Campo, ocupando uma área de 41 km².

Nascem nesta povoação, a Oeste, na vertente da serra da Gardunha, as “Águas do Alardo”. No início do século esta nascente teve uma importante actividade termal que, contudo, acabou por perder. Actualmente, a água é comercializada sob a forma de água de mesa engarrafada.

O Programa das Aldeias Históricas de Portugal veio dinamizar o interior da Região Centro, centrando a promoção dos meios genuínos e diferenciados na sua escolha das Aldeias eleitas.

Castelo Novo revela distintos recursos históricos, culturais e património de nobre grandeza, atributos que a levaram a ser considerada, em 1991, uma das Aldeias Históricas de Portugal.

12/02/2017

Aldeias Históricas - Castelo Mendo (Novo Formato)...


Castelo Mendo é um antigo povoado medieval, fortificado, muralhado e actualmente bem preservado.

Edificada a 762 metros de altitude no alto de um monte rochoso, esta aldeia histórica encontra-se a cerca de 20 quilómetros de Almeida, na ala Sudoeste do concelho.

Castelo Mendo é uma das 24 freguesias que compõem o concelho de Almeida.
Com apenas 87 habitantes (2011) e bastante envelhecida, dedica-se principalmente à agricultura de subsistência, actividade que é complementada com a fraca pastorícia.

É possuidora de um grande valor histórico, estando envolvida por muralhas medievais que serviam de complemento à defesa natural que a envolve. Fazem dela parte vários edifícios que tiveram funções religiosas, militares e administrativas.

Castelo Mendo tem vindo a sofrer acções integradas num programa de intervenção que visa a recuperação desta Aldeia medieval. Todas as fachadas e telhados das habitações têm sido recuperados, numa acção conjugada da autarquia e dos proprietários dos edifícios.


05/02/2017

Aldeias Históricas - Belmonte (Novo Formato)...


Belmonte é uma vila histórica, com paisagens e recantos de rara beleza, associados ao património monumental e cultural e a um bucolismo relaxante.

O concelho de Belmonte, cuja área total é de 133,24 quilómetros, situa-se na província da Beira Baixa, no extremo norte do distrito de Castelo Branco.

Está integrado na Região de Turismo da Serra da Estrela e pertence à Comarca da Covilhã e ao Bispado da Guarda.

Trata-se de um concelho constituído por cinco freguesias: Belmonte, Caria, Colmeal da Torre, Inguias e Maçaínhas, e pelas localidades de Gaia, Carvalhal Formoso, Malpique, Monte do Bispo, Olas, Trigais, Belmonte Gare, Quinta Cimeira e Quinta do Meio.

O rio Zêzere, as ribeiras de Caria e a das Inguias banham as terras do concelho facilitando a agricultura e a pastorícia.

Na agricultura destacam-se a produção de fruta, cereais, azeite e vinho, na pastorícia, observa-se, sobretudo, a criação de gado ovino e caprino, importante para a produção de queijo, leite, peles e lã.

A indústria de confecções tem um peso dominante sobre a economia do concelho, concomitantemente com outras pequenas indústrias como sejam: a metalurgia, a construção civil e a alimentar.

O comércio, sobretudo tradicional, é também uma actividade económica visível no concelho.

Quanto à religião, encontra-se integrada na Diocese da Guarda, tendo uma comunidade Judaica que possui Sinagoga e cemitério próprio.



31/01/2017

Aldeias Históricas - Almeida (Novo Formato)


Iniciamos hoje a publicação das páginas em novo formato relacionadas com o tema "Aldeias Históricas de Portugal".

Almeida é a nossa primeira página a publicar e conta agora com o apoio do blog "A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea" que nos cede algumas fotografias aéreas desta e das restantes Aldeias Históricas. Agradecemos ao seu editor.

ALMEIDA:

Privilegiada estrela de fronteira que transcende divisões territoriais, Almeida é uma das mais belas cidades abaluartadas de toda a Península Ibérica.

Dominada por fortalezas, planaltos e vastas paisagens, é uma vila portuguesa pertencente ao distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Beira Interior Norte. Este município é limitado a Norte pelo município de Figueira de Castelo Rodrigo, a Leste pela Espanha, a Sul pelo Sabugal e a Oeste pela Guarda e por Pinhel.

Sobre a vertente do rio Côa, que corre de sul para norte (de Sabugal a Foz Côa), desaguando no rio Douro, é sede de um município com 520,55 km² de área, conta com uma população de 7228 habitantes (2011), estando subdividido em 29 freguesias e encontra-se aproximadamente a 760 metros de altitude.

Com a Reforma de Mouzinho da Silveira, de 24 de Outubro de 1855, são extintos os Concelhos de Castelo Mendo e Castelo Bom, os quais passaram a fazer parte integrante do Concelho de Almeida.

Através do Decreto de 7 Dezembro de 1870 recebeu 12 freguesias do concelho do Sabugal e a 1 de Março de 1883 recebeu mais duas. A 12 de Julho de 1895 são retiradas mais quatros freguesias ao concelho de Sabugal. Mas o concelho de Almeida também perdeu as localidades de Cinco Vilas e Reigada, pertencendo actualmente ao concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.

21/01/2017

PR10 - Percurso da Nossa Senhora das Colmeias (São Pedro do Sul)




Percurso inaugurado há poucos meses acabou por despertar a nossa curiosidade, levando-me a mim, ao DJ e ao Cardoso a ir conhecê-lo, no passado fim-de-semana.

Antes de iniciarmos a actividade parámos em Cobertinha para o cafezinho matinal onde a proprietária nos colocou ao corrente da situação da aldeia. Igual a tantas outras povoações do interior de Portugal, apenas por lá habitam alguns seniores. Os filhos e netos tiveram que emigrar condenando estas terras ao abandono.
 
Um pouco à frente do café lá estava o parque desportivo com a placa indicativa do início do percurso.

Apesar do frio lá partimos seguindo as indicações, bem visíveis e com aspecto de novas, tudo muito bem marcado em pedras, em placas verticais de madeira ou mesmo nas árvores, predominantemente pinheiros.

A paisagem é bonita e o facto de o percurso estar bem marcado não nos causou qualquer problema até chegarmos à capelinha que dá o nome ao percurso. Nela tirámos uma foto de grupo.

Mais à frente e subindo um pouco, encontrámos o Penedo do Perigo, um enorme bloco de pedra associado a uma antiga lenda. A partir daqui deixámos de encontrar indicações do trajecto. Cremos que o facto de encontramos indícios de corte recente de várias árvores poderá ter sido a causa.

Depois de algum tempo de procura, avistámos um pequeno passadiço de madeira o qual associámos ao percurso e daí ao Miradouro dos Mouros, do qual se pode ter uma vista soberba sobre a paisagem circundante.

Retomado o caminho, novamente bem indicado, descemos até um riacho com umas poldras. A partir daí o percurso é um pouco aborrecido, por nos obrigar a dar voltas desnecessárias para passar em sítios onde na nossa opinião não justificam o esforço extra.

Já na parte final, resolvemos seguir por um atalho para  visitar apenas as pedras escritas evitando o que nos parecia mais um desvio escusado.

Infelizmente não encontrámos as tais "pedras escritas". Ao chegarmos à estrada, junto ao café, encontrámos o promotor do percurso a quem informámos da falta de sinalização entre o Penedo do Perigo e o Miradouro.

Com a informação da localização das tais "pedras escritas" fomos, de carro, ver as tais gravuras na pedra, que terão certamente a sua história, mas a qual desconhecemos.

A recuperação foi em Campia onde aproveitámos para combinar eventuais actividades também de bicicleta.

Francisco Soares


15/01/2017

Caminhos de Santiago - O Caminho Português...


As peregrinações portuguesas a Santiago de Compostela são conhecidas desde a Alta Idade Média e intensificaram-se a partir da independência do país, em meados do século XII. Desde então, o culto Jacobeu teve, em Portugal, uma projecção muito significativa.

Os cristãos portugueses iniciaram as suas incursões ao túmulo do Apóstolo São Tiago atraídos pela sacrilidade do lugar onde, segundo a tradição, estão sepultados os seus restos mortais, dirigindo-se a Compostela pelos mais variados motivos: pagamento de promessas, cumprimento de penitências ou por mera curiosidade.

Durante séculos os portugueses contribuíram para esta experiência colectiva com altos níveis de participação, tendo sido utilizado por gente simples e anónima mas igualmente por reis, nobres e altos clérigos.

A configuração do Caminho Português conta com uma dinâmica histórica de diversas naturezas: bosques, terras de cultivo, aldeias, vilas e cidades históricas, caminhos que atravessam cursos de água e por pontes, algumas de origem romana, de inequívoca construção medieval.

Faz igualmente uso de trajectos antigos que cruzam capelas, igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, onde não se prescinde a imagem de Santiago peregrino, acompanhando o romeiro e reconfortando-o no seu caminhar.

O Caminho Português mantém desde a Idade Média a herança de intercâmbio entre povos vizinhos que o caminho romano inaugurou na antiguidade, com a construção da Via XIX, no século I d.C., por Augusto, conhecida nas fontes clássicas como o chamado "Itinerário Antonino". Este testemunho tão antigo assegura a vitalidade desta via em datas tão longínquas.

Os vários caminhos que tinham origens em distintos pontos do país convergiam uns nos outros até se unirem em duas grandes rotas ao entrar na Galiza: pelo litoral a partir de Valença-Tui e pelo interior a partir de Chaves. O Caminho que parte de Chaves entronca em Verin no chamado Caminho do Sudeste ou Via da Prata.

A maior parte dos caminhos portugueses entroncam em Valença do Minho, onde se fazia (e se continua a fazer) a travessia da fronteira para Tui e daí estende-se por cerca de 110 quilómetros.

Do lado português, os percursos mais frequentados são a partir de Lisboa, do Santuário de Fátima, de Coimbra, do Porto, de Barcelos ou de Braga.

A única variante conhecida deste caminho tem o seu início junto à Torre dos Clérigos, no Porto, e segue por Braga até Ponte de Lima, localidade onde volta a integrar o Caminho Português.

O "nosso" Caminho Português tem, como ponto de partida, a cidade de São João da Madeira, atravessa a cidade do Porto, seguindo por Vila do Conde, Rates, Barcelos, Ponte de Lima e Valença. Em Espanha, entra na Galiza por Tui e segue com destino a Santiago de Compostela.

08/01/2017

Caminhos de Santiago - O Caminho de Finisterra...



Única rota Jacobeia com origem em Santiago de Compostela, tem a sua meta no Cabo Finisterra.

Tradicionalmente, as peregrinações Jacobeias terminam na cidade de Santiago de Compostela. No entanto, desde sempre que muitos peregrinos, tanto da Península Ibérica como do resto da Europa, decidem continuar a sua viagem até à zona mais ocidental da Galiza junto às águas bravas do Oceano Atlântico.

O Cabo Finisterra, situado a cerca de 100 km a Oeste de Santiago de Compostela, é considerado por muitos o verdadeiro fim do Caminho de Santiago, existindo muitos peregrinos que, após visitarem Santiago e a sua catedral, continuam a peregrinação até ao extremo do Cabo.

A Costa da Morte era para os antigos, e assim se manteve até ao final da Idade Média, o último reduto da terra conhecida, a ponta ocidental da Europa continental, o troço final de um itinerário marcado no céu pela Via Láctea, um espaço mítico-simbólico que tinha como extremo a ponta do Cabo Finisterra.

Por esses motivos, era um lugar carregado de crenças e rituais pagãos que, com os tempos, se foi cristianizando, situação já patente em meados do primeiro milénio.

A partir do século XII, o Códice Calixtino (conhecido em latim como Liber Sancti Jacobi ou Codex Calixtinus, um conjunto de textos com origem entre 1150 e 1160, do final do pontificado de Gelmires e apresentado como sendo da autoria do Papa Calisto II, considerado uma fonte fundamental da história da peregrinação ao túmulo do apóstolo) assinalava que os discípulos de Santiago tinham viajado a Dugium (actual Finisterra) à procura da autorização dos romanos para enterrarem o apóstolo onde hoje é Santiago de Compostela. Os discípulos foram mandados prender mas quando fugiam dos romanos e prestes a serem alcançados a ponte que acabavam de atravessar caiu quando a tropa romana a passava.

Mais recentemente, a tradição Jacobeia prende-se com duas devoções populares da Galiza: a do Santo Cristo de Finisterra que, de acordo com Molina (século XVI) "acode os mais romeiros que venhem ao Apóstolo", e a da Virxe da Barca de Muxía que, segundo a tradição, acudiu a este formoso lugar numa barca de pedra para animar Santiago na sua pregação.


01/01/2017

Caminhos de Santiago de Compostela: O Caminho Inglês...




Neste primeiro dia do ano de 2017 começamos a publicar as nossas páginas sobre os Caminhos de Santiago, em novo formato.

O Caminho Inglês, talvez o caminho mais pequeno em quilometragem, é o nosso primeiro Caminho a ser publicado.

As peregrinações a partir das Ilhas Britânicas e da Escandinávia em direcção a Santiago de Compostela tiveram início no século XII.

Partindo do Ferrol ou de A Coruña, Espanha, o Caminho Inglês extende-se aproximadamente, ao longo de 120 km. Este itinerário surgiu a partir dos peregrinos das Ilhas Britânicas que, devido à Guerra dos Cem Anos, não podiam atravessar a França com segurança, viajando de barco até à Galiza e daí a pé até Compostela.

Os primeiros itinerários marítimos conhecidos seguiam por mar até à Dinamarca de onde os peregrinos continuavam a pé até Rocesvalles (França), ou de barco até ao Norte da Península Ibérica.

O monge islandês Nicolás Bergsson descreveu a viagem desde a Islândia até Bergen (Noruega), Aalborg (Jutlândia), Viborg, passando pelo canal de Kiel (fronteira entre a Dinamarca e Alemanha), ficando conhecido como o primeiro itinerário marítimo do Caminho Inglês. Os islandeses e escandinavos que peregrinaram a Santiago seguiram esta rota marítima até à Dinamarca, continuando a pé até Roncesvalles ou de barco até ao Norte da Península Ibérica.

Existem inúmeros documentos e vestígios que atestam as peregrinações dos fiéis oriundos das terras do Norte e das Ilhas Britânicas.
Escandinavos, flamengos, ingleses, escoceses e irlandeses utilizaram com grande intensidade os caminhos do mar para chegar a Ribadeo, Viveiro, Ferrol ou A Coruña. Graças à localização privilegiada das duas últimas povoações costeiras, são os pontos de partida das duas alternativas do Caminho Inglês.

Reza a história que um dos episódios mais marcantes no Caminho Inglês foi a chegada de uma esquadra cruzada, em 1147, que rumava à Terra Santa, e que, na sua passagem por Portugal, participou na conquista de Lisboa, ajudando o rei de Portugal na luta contra os mouros. Antes do combate, os cruzados ingleses, alemães e flamengos visitaram o túmulo do apóstolo Santiago.

Durante a Guerra dos Cem Anos, travada entre a França e a Inglaterra ao longo de quase todo o século XIV e primeiro terço do século XV, os britânicos empregaram o barco como meio de transporte para se dirigirem a Santiago de Compostela. Fretavam as embarcações com a permissão da Coroa, partindo de Londres, Bristol, Southampton e Plymouth, regressando a Inglaterra com mercadorias carregadas na Galiza. São inúmeras as provas da presença destes peregrinos em Santiago, como comprovam as peças de cerâmica e numismática inglesas dos séculos XIV e XV encontradas nas escavações da Catedral.

A ruptura de Henrique VIII com a Igreja Católica causou o final da peregrinação inglesa.

A partir do século XIV, a Ordem de São Francisco abriu as suas casas em Pontedeume e Betanzos, sob os auspícios do nobre Fernán Pérez de Andrade, "O Boo".

24/12/2016

De Novo no GR28



No fim de semana passado, o Cardoso, o DJ e eu, decidimos recordar uma das etapa do GR28 que realizámos em 2014. 

A escolha recaiu sobre o troço entre Covelo do Paivô e Silveiras com retorno pelas Minas de Regoufe. 

Decidimos realizar esta etapa e não a que liga o Candal a Covelo de Paivô, com regresso ao Candal pelo Trilho dos Incas, por desconfiarmos que a passagem pelas poldras no Rio Paivô, nesta fase do ano, seja bastante complicada devido ao caudal e altura das águas do rio.

Como ajuda aproveitámos o 'track' que o DJ ainda tinha gravado no telemóvel e com algumas alterações, aqui e ali, fomos percorrendo o percurso com cerca de 14 km, duro quanto baste, pelas subidas longas e íngremes de grande parte do trajecto.

O tempo frio facilitou um pouco mas o percurso não deixou de ser exigente.

A parte mais desafiadora continuou a ser a descida pelo cascalho até às minas, onde as quedas  parecem sempre eminentes.

Depois foi percorrer aquele trilho que liga Regoufe a Covelo de Paivô, onde o lajeado do mesmo e a fantástica paisagem para as serras da Arada e da Freita o tornam magnífico.

Após concluirmos o percurso rumámos à inevitável povoação de Moldes para repor energias.

Este ano deve ter sido a última actividade do Espírito de Aventura, mas já estamos prontos para novas aventuras em 2017.

Francisco Soares


06/12/2016

Viseu - Rota do Dão...


No Domingo passado o DJ, o Cardoso, o Zé Figueiredo e eu (Francisco) partimos de Aveiro em direcção a Silgueiros, local de início do percurso identificado como PR 12 “Rota do Dão” de Viseu.

A ideia era conhecer novos trilhos, com paisagens e motivos de interesse diferentes daqueles a que estamos habituados.

Começámos na escola secundária de Silgueiros e, um pouco mais à frente, em Pindelo, uns habitantes locais ao verem-nos equipados para caminhar avisaram-nos que era dia de batida ao javali.

Continuámos e realmente, passado algum tempo, começamos a ouvir tiros, não muito longe. A mim e ao Cardoso fez-nos lembrar a travessia feita há alguns anos pela linha abandonada do Sabor. À data também nos aconteceu algo parecido mas com mais “emoção”. Na altura tivemos que caminhar, a descoberto, na direcção dos caçadores para sermos vistos, enquanto ouvíamos os batedores e as matilhas de cães que acossavam, do lado oposto, os javalis na nossa direcção.

Depois de passarmos a Quinta do Perdigão um letreiro, localizado numa bifurcação, indicava num dos  “caminho temporariamente indisponível”. No outro caminho lá estava o sinal vermelho/amarelo indicando o trilho certo.

Assim continuámos com a ideia de chegar ao Rio Dão, onde pelas descrições iríamos encontrar a aldeia medieval de Póvoa do Dão e bonitas paisagens. 

Verificámos contudo que nos estávamos a afastar do rio, pois já estávamos a subir embora continuássemos a respeitar a sinalização do percurso. 

Resolvemos não voltar atrás mas ficámos com a sensação que provavelmente o caminho correcto seria pelo trilho temporariamente indisponível. Talvez a batida ao javali fosse a causa da indisponibilidade.

Os caminhos são maioritariamente florestais ou de lavoura, sem grande dificuldade técnica ou grande exigência física. Completámos os cerca de 11 kms em 3 horas, incluindo diversas paragens.

Valeu pelo convívio e pelo almoço em Campia.

Francisco Soares



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01/12/2016

Serras de Portugal - A Serra do Buçaco (em novo formato)...


Serra do Buçaco ou Serra do Bussaco, ambas grafias adoptadas, em tempos também chamada Serra de Alcoba, é uma elevação de Portugal Continental, situada no concelho da Mealhada, a Norte do distrito de Coimbra.

Orienta-se de Noroeste para Sueste, desde a vila do Luso até à famosa Livraria do Mondego, em Penacova. Tem uma extensão de 10 quilómetros, atingindo os 549 metros de altitude máxima na zona do marco geodésico situado no seu planalto e não no miradouro da Cruz Alta, como erradamente é referenciado.

A Serra do Buçaco compreende os concelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova. Na sua extensão encontra-se a Mata Nacional da Serra do Buçaco, na Mealhada, o conjunto de moinhos de vento da Portela de Oliveira, o Santuário de Nossa Senhora do Mont'Alto e parte da Livraria do Mondego, os três em Penacova.

É nesta serra que são captadas as águas do Luso e as águas das Caldas de Penacova, devido à abundância de água traduzida em pequenos lagos, cascatas e numerosas fontes.

Coberta por uma magnífica floresta com espécies indígenas e exóticas, esta serra é considerada como uma das mais belas da Europa.

No centro da Floresta encontra-se o prestigiado Hotel Palace do Buçaco, em estilo Manuelino e, contíguo a esta unidade hoteleira, o velho Mosteiro dos Carmelitas ou Convento de Santa Cruz do Buçaco, fundado em 1628, do qual restam a capela, o claustro e algumas celas.

Publicamos assim a informação sobre esta serra, o seu riquíssimo património natural, histórico e religioso, bem como, os percursos por nós lá realizados.