Serra da Freita - Caminhos do sol Nascente...

16/05/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Minho


A Linha do Minho é uma ligação ferroviária que une as cidades do Porto e Valença. Primeiro até Barcelos, entre serras e vinhas, e depois segue em direcção ao norte de Viana do Castelo, tendo o Atlântico por companhia e, na fase final, bordejando o rio Minho, entre a respectiva foz e Valença.

Daí para a frente, é possível percorrer a pé ou de bicicleta a ecopista que resultou do aproveitamento da plataforma do antigo troço desactivado da Linha do Minho até Monção.

A Linha do Minho foi inaugurada em 6 de Agosto de 1882 com a chegada a Valença, tendo o troço entre esta estação e Monção sido aberto à exploração em 15 de Julho de 1915 e encerrado a 31 de Dezembro de 1989.

De bitola larga, a Linha do Minho possui, aproximadamente, 134 quilómetros de comprimento.

Fazem parte desta linha as seguintes estações de Caminho-de-Ferro: Porto São Bento, Porto Campanhã, Contumil, Leixões, Rio Tinto, São Gemil, Ermesinde, Leandro, São Romão, Trofa, Lousado, Guimarães, Famalicão, Nine, Braga, Midões, Barcelos, Tamel, Barroselas, Darque, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, São Pedro da Torre e Valença (Inicio do Ramal de Monção).

Ramal de Monção - Troço Extinto da Linha do Minho

O projecto para o plano estratégico de desenvolvimento da ferrovia a norte do Douro consistia em duas linhas principais, ambas partindo do Porto, em que uma delas seguiria em direcção ao Norte, a Linha do Minho, e outra em direcção a Este, a Linha do Douro.

Destas duas linhas principais, sairiam posteriormente um conjunto muito vasto de linhas, a grande maioria em bitola estreita, que ligariam as cidades do norte do país à ferrovia.

O projecto da Linha do Minho era vital para o desenvolvimento a norte do país, pois faria a ponte entre a região norte de Portugal com o norte de Espanha e, consequentemente, à Europa.

Ficou decidido que o traçado da linha seguiria mais a Oeste, pois as regiões contempladas à sua passagem detinham uma elevada densidade populacional e empresarial.

Este troço de linha férrea de bitola larga, denominação que se dá às ferrovias cuja bitola é maior a 1,435 mm da bitola padrão, com um percurso total de, aproximadamente, 16 km, tinha como pontos de partida/chegada, as cidades de Valença e Monção, passando por Monção (Estação), Senhora da Cabeça (Apeadeiro), Friestas (Apeadeiro), Verdoejo (Apeadeiro), Ganfei (Apeadeiro), Ganfei (Apeadeiro) e Valença (Estação).

Com o encerramento do Ramal de Monção à circulação ferroviária a 1 de Janeiro de 1990, o leito ficou abandonado até que em 2004 os carris deram o lugar à ecopista do Minho na quase totalidade da extensão deste troço (entre Valença e a Senhora da Cabeça, num total de 13 km).

Actualmente a ecopista chega até à estrada que liga à ponte que atravessa o Rio Minho para Espanha, em Monção.

A Ecopista do Rio Minho

Os Municípios de Monção e Valença celebraram protocolos com a Refer para que, em 2004, abrisse ao público uma ecopista que ligasse as duas localidades, destinada ao cicloturismo e a passeios pedonais, aproveitando as antigas linhas ferroviárias desactivadas.

A ecopista do Rio Minho, com uma extensão de, aproximadamente, 16 km, tem como objectivo contribuir para a promoção do desenvolvimento integrado da região, reunindo pontos de interesse histórico/culturais, o turismo, o recreio e o lazer, incentivando à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. Ao longo do Percurso os painéis de interpretação e toda a sinalética fornecem os elementos necessários para que os seus utentes, na ausência de guias, possam compreender os recursos culturais, naturais e paisagísticos que vão percorrendo.

Património do Ramal de Monção

A ecopista do Rio Minho, na parte que percorre a antiga via ferroviária, começa quase na continuidade da estação de Valença, onde existe um interessante museu ferroviário com belos exemplares de locomotivas e carruagens do tempo do vapor.

Ao longo do percurso do troço encerrado é possível observarem-se alguns viadutos ferroviários, os edifícios das estações, alguns recuperados, bem como o convento de Ganfei e a aldeia que rodeia a medieval Torre da Lapela, já perto de Monção.

Aconselha-se, ainda, a visita às praças-fortes de Valença e Monção, obras-primas da arquitectura militar setecentista, bem como ao mosteiro de Sanfins de Friestas, acessível a pé por meio de um outro trilho.

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